Poesia: Havia um tempo

Poesia de Eduardo Linhares Havia um tempo Em que tudo dava tempo Até pra passatempo Havia e não há mais Se o tempo ainda é o mesmo Porque não sou capaz? Havia uma época Em que não faltavam momentos Diversão a todo instante Não parava pra pensar Hoje vejo no olhar Da criança a brincar Esse tempo reavivar Infância divertida De amigos empolgantes Na arte de aprontar Hoje adulto a lembrança queda No pensamento atribulado A saudade do sorriso Sem malícia e descomprometido Da inocência perdida Sobre o poeta: Sou uma... Leia mais →

Conto: Telemarketing…

TELEMARKETING…     Meu dia não estava bom e quando começa assim, só tende a piorar… – Alô! – liguei do trabalho enquanto o celular tocava e alguém batia na porta da minha sala. Tirimm. Tocou a musiquinha chata de atendimento automático. Levantei a mão em sinal para a pessoa voltar mais tarde. A música tocou por cinco minutos enquanto eu aproveitava para olhar e-mails no computador. – Você ligou para Search Créditos, a única no Brasil. Digite seu CNPJ. Digitei. – Agora, digite seu telefone com DDD. Digitei. Tecle... Leia mais →

Poesia: Desejos

Poesia de Eduardo Linhares Genuína sensação Se apodera da razão Insustentável segurar tal emoção Refém me tornei do coração Borbulha na mente Fulgurante e prazeroso Persuasivo e carente Presente e teimoso Ah desejo ainda imaculado Incerto e dominador Iludes com o prazer Confundes com o amor e a dor Caminhos da obsessão Não quero, desejo, me possuo Na proibição e no perdão Da alma extraio o impuro Humanamente nesta condição Sobre o poeta: Sou uma cara que próximo dos 40 resolveu mudar seu estilo de vida, o trabalho, a relação com... Leia mais →

Poesia: Do que eu preciso?

Poesia de Eduardo Linhares   Preciso acordar todo dia do lado oposto ao dia dia anterior Preciso enxergar um detalhe diferente da mesma flor   Preciso andar na rua detrás e na da frente também Mas hoje vou na contramão da que vem   Preciso respirar o aroma do ar das manhãs Preciso entender que é sempre hoje e não sei do amanhã   Preciso deixar pelo menos uma lágrima rolar E sorrir para a vida pela capacidade de me emocionar   Preciso sentir que a vida está em movimento... Leia mais →

Sexo e Outros Entorpecentes: Contos de Amor do Século XXI – 5ª Edição

Sexo e Outros Entorpecentes: Contos de Amor do Século XXI – 5ª Edição   A última edição de Sexo e Outros Entorpecentes: Contos de Amor do Século XXI celebra a diversidade e a complexidade do mundo contemporâneo. Saudações ao binômio vínculo x liberdade. Paradoxo persistente e pertinente a qualquer discussão sobre o tema amor. Segundo Humberto Maturana e Gerda Verden-Zöller, “O amor é a emoção que fundamenta o social. Cada vez que se destrói o amor, desaparece o fenômeno social. Pois bem: o amor é algo muito comum, muito simples,... Leia mais →

Sexo e Outros Entorpecentes: Contos de Amor do Século XXI – 4ª Edição

Sexo e Outros Entorpecentes: Contos de Amor do Século XXI – 4ª Edição Amores imaginários. Amantes constantes. Paixões Proibidas. São títulos que evocam o amor, seus desideratos e confusões. Assim como aguçam desejos e fazem os apaixonados e os resistentes à paixão pensarem sobre as relações e seus problemas. No cotidiano, somos bombardeados por produções artísticas que discutem o amor e/ou revelam o sexo como fonte de prazeres inimagináveis. Mas será que o sexo como eixo e finalidade da vida não traz um traço conservador, pois que, no fundo, o... Leia mais →

Sexo e Outros Entorpecentes: Contos de Amor do Século XXI – 3ª Edição

Sexo e Outros Entorpecentes: Contos de Amor do Século XXI – 3ª Edição   “Promete-me amor, mas necessito de prazer”. A frase, escrita em um guardanapo, estava acompanhada pela marca de um batom vermelho. O bar lotado, testemunha ocular de uma exigência em tom de súplica, rendia interrogações sobre o pedaço de papel deixado na mesa, como uma provocação singular, sintomática, rebelião contra uma interdição que criava obstáculo a uma carnalidade devoradora e extasiante. Ali estava o “elefante na sala”.  Em “Fragmentos de um Discurso amoroso”, Roland Barthes nos entrega... Leia mais →

Sexo e outros entorpecentes: contos de amor do século XXI – 2ª edição

Sexo e Outros Entorpecentes: Contos de Amor do Século XXI – 2ª Edição     Os blogs Beatniks, Maldit@s e Marginais, Café e Analgésicos e Causos de um Aspirante a Escritor continuam a instigar os amantes da 6ª Arte – a literatura (segundo Ricciotto Canudo, teórico e crítico de cinema pertencente ao futurismo italiano, que, em seu “Manifesto das Sete Artes” (1923), acrescenta a lista precedente do filósofo alemão Friedrich W. Hegel o cinema como a “sétima arte”) – a falar sobre o paradoxo do amor, as leis da atração,... Leia mais →

Sexo e Outros Entorpecentes: Contos de Amor do Século XXI – 1ª Edição

    As relações contemporâneas são marcadas pela fluidez e pelo descompromisso? É possível manter um caso amoroso em um mundo que procura formalizar a flexibilidade como característica central? Por que querem controlar o desejo atrelando-o ao amor? O amor se transformou no século XXI? Perdeu espaço para as relações casuais? Em Hollywood, filmes como “Sexo e Outras Drogas” (Anne Hathaway e Jake Gyllenhall), “Amizade Colorida” (Mila Kunis e Justin Timberlake) e “Sexo Sem Compromisso” (Natalie Portman e Ashton Kutcher) procuram “esquadrinhar” o casal moderno mostrando como o sexo os... Leia mais →

Projeto de contos: Sexo e outros entorpecentes – Contos de amor do século XXI

Bom dia, O que é o amor? Até onde vamos por esse sentimento arrebatador capaz de deixar-nos desnorteados? É com muita alegria que hoje vou divulgar o projeto que o Blog foi convidado a participar. Wuldson Marcelo, do Blog Beatniks, Malditos e Marginais, idealizou um projeto de contos com a temática, Sexo e outros entorpecentes – Contos de amor do século XXI, visando falarmos do amor contemporâneo: frágil, fugaz, descompromissado, porém que ainda contém o arrebatamento, as obsessões, o desejo de “felizes para sempre”. Publicaremos um conto por semana todo... Leia mais →

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